terça-feira, 20 de julho de 2010

COMPREENDENDO A GRAMÁTICA ATRAVÉS DE GÊNEROS TEXTUAIS: UM ESTUDO DE CASO

Resumo



É tarefa primordial de um professor de língua portuguesa trabalhar com os alunos a 
questão do texto como um recurso de compreensão da gramática. Pois, assim como não
entendemos um discurso oral em que a pessoa fala de modo fragmentado, também não
se deve esperar que os educandos interpretem frases isoladas ou textos incompletos.
Existe uma grande importância no uso de diversos gêneros textuais em sala de aula,
com a finalidade de facilitar essa compreensão. Estes gêneros devem ser abordados de
acordo com a realidade do aluno, ou seja, conforme seu ambiente sócio-cultural em que
está inserido. Este trabalho teve como objetivo identificar em quais aspectos de aulas de
português se constroem por meio de gêneros textuais, e se baseou nos seguintes
teóricos: Irandé Antunes, Nelly Coelho, Gláucia Nascimento, Evanildo Bechara, Ângela
Dionísio, João Geraldi, dentre outros.
Palavras-chave: professor, alunos, texto, gramática, gêneros textuais, realidade,
literatura infantil.


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COMPREENDENDO A GRAMÁTICA ATRAVÉS DE GÊNEROS TEXTUAIS: UM ESTUDO DE CASO by CÉLIA NEVES E SANDRA MORAIS is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas License.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quem foi Olavo Bilac?

Olavo Bilac (Rio de Janeiro RJ, 1865-1918) começou os cursos de Medicina, no Rio, e Direito, em São Paulo, mas não chegou a concluir nenhuma das faculdades. Em 1884 seu soneto Nero foi publicado na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro. Em 1887 iniciou carreira de jornalista literário e, em 1888, teve publicado seu primeiro livro, Poesias. Nos anos seguintes, publicaria crônicas, conferências literárias, discursos, livros infantis e didáticos, entre outros. Republicano e nacionalista, escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Em 1907, foi o primeiro a ser eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, pela revista Fon-Fon. De 1915 a 1917, fez campanha cívica nacional pelo serviço militar obrigatório e pela instrução primária. Destaca-se em sua obra poética o livro póstumo Tarde (1919). Parte das crônicas que escreveu em mais de 20 anos de jornalismo está reunida em livros, entre os quais Vossa Insolência (1996). Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos cotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros". http://www.astormentas.com/biografia.aspx?t=autor&id=Olavo+Bilac

LÍNGUA PORTUGUESA

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Olavo Bilac

Análise e interpretação parcial do poema:

O poema acima possui 14 versos decassílabos, trata-se de um soneto pois é composto por 2 quartetos e dois tercetos.
O autor parnasiano retoma um tema já mencionado anteriormente por Camões, o histórico da língua portuguesa. O autor se utiliza muito da metáfora, exemplo: "Última flor do lácio, inculta e bela," deve-se ao fato de que a língua portuguesa foi a última língua neolatina formada a partir do latim vulgar – falado pelos soldados do Lácio.